Sistema de ponto eletrônico é instalado na FEA


No dia 21 de março foi instalado o sistema de ponto eletrônico na FEA. A mudança se deve a uma nova política adotada pela reitoria da USP e não é exclusiva à unidade. O sistema de controle funciona por biometria, sendo feita uma leitura da impressão digital do funcionário na entrada e outra na saída do expediente. O sistema foi desenvolvido pela empresa iFractal, terceirizada pela reitoria, e seu gerenciamento é feito pela internet, por meio do Sistemas USP, onde tanto o funcionário quanto as chefias podem controlar os registros e ocorrências. 

Algumas dificuldades na implantação do novo sistema surgiram. O funcionário Antonio Augusto de Castro Paes, da Seção de Pessoal, responsável pela administração do ponto eletrônico no Serviço de Pessoal da FEA, apontou algumas delas. A falta de familiaridade e de costume dos funcionários em ter um regime de ponto, de controle de horário, que não a folha de frequência, foi apontada como o maior obstáculo no início. Além disso, Castro diz que o sistema não é personalizado para a USP, o que implica em problemas com nomenclaturas, como o termo “abonar”, cujo conceito no sistema é diferente do usado entre os funcionários.

Diversas questões surgiram quanto ao novo regime de ponto. A maior parte delas, segundo Castro, diz respeito ao acordo individual de compensação, que ficou em vigor até a validação do acordo coletivo. O acordo individual consistia na compensação das horas trabalhadas a mais ou a menos nos 7 dias subsequentes. Tanto a chefia quanto o funcionário tinham que cumprir os procedimentos estabelecidos naquele acordo, justificando os horários e as compensações. Essa necessidade de realizar vários procedimentos chegou a gerar dúvidas constantes. Castro também apontou dificuldades quanto à contagem ou não dos intervalos de almoço, citando como exemplo o caso de funcionários com jornada diária de 8 horas que eventualmente acabassem cumprindo menos de 6.

Após o dia 8 de maio, o acordo coletivo assinado entre o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), e a reitoria passou a valer. O documento instituiu um banco de horas para os funcionários, que deverá terminar zerado, sem horas a mais e nem a menos, até o prazo final do acordo, em 31 março de 2018. Deverão ser compensados também, no período, o recesso de final de ano e as emendas de feriados estabelecidas no calendário da USP, o que traz mais flexibilidade e autonomia aos funcionários com relação a seus horários. Além disso, os procedimentos de compensação não têm mais que passar pela chefia dos setores, apenas as faltas abonadas. “A meu ver, o acordo favorece bastante os funcionários, inclusive porque foi intermediado pelo sindicato”, diz Castro.

Ainda surgem dúvidas e dificuldades devido à recente implantação. Castro colocou-se à disposição dos funcionários para ajudá-los com as contas das compensações de horários, para que o regime funcione da melhor maneira possível para todos.

Gente da FEA - junho de 2017
Autor: Dado Nogueira

Data do Conteúdo: 
quarta-feira, 7 Junho, 2017

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