Competições colocam a FEA no mapa do empreendedorismo

Por César Costa

 

Em novembro, a FEAUSP recebeu dois eventos importantes no cenário internacional. O primeiro, o Zoohackathon, ocorre simultaneamente em 15 países diferentes e está em sua primeira edição no Brasil. O segundo, o Greentech Challenge, tem a proposta de conectar startups de impacto ambiental com potenciais investidores. 

A hackathon, lançada nos Estados Unidos no final dos anos 90, é uma maratona de programação que movimenta toda a área de tecnologia de uma empresa. Ela é totalmente focada no desenvolvimento de soluções que possam impactar a organização, seja interna quanto externamente.

A convite do consulado americano, a terceira edição do Zoohackathon foi realizada na FEAUSP. A competição internacional reuniu universitários de diversas localidades do país. O foco foi o tráfico de animais silvestres, uma das grandes preocupações do governo dos EUA, que enxerga essa atividade como um facilitador de outras atividades ilícitas.

Segundo o chefe do departamento de Administração da FEA, Moacir de Miranda Oliveira Júnior, o tráfico de animais é o terceiro tráfico mais rentável no mundo, e o Brasil é um dos líderes globais nessa atividade criminosa. “Então, a ideia do Zoohackathon é desenvolver soluções tecnológicas para o combate ao tráfico de animais silvestres”, explicou o docente. 

O objetivo da FEA com a realização da maratona foi o de apoiar a causa e ganhar expertise nesse tipo de evento. “As hackathons são uma modalidade de competição cada vez mais populares, pois elas representam um contato mais assertivo com a tecnologia e ainda buscam soluções que fogem do lugar comum”, esclareceu Moacir Oliveira, que liderou o evento junto com o professor André Carvalho, vice-diretor do Instituto de Ciências Matemáticas da Computação da USP de São Carlos.

O Zoohackathon Brasil 2019 reuniu 80 participantes que se dividiram em 20 equipes. O desafio foi lançado aos competidores. Mesmo com um prazo apertado (foram 30 horas de duração), os resultados foram considerados positivos. Vários projetos de softwares e algoritmos desenvolvidos pelos universitários atraíram o interesse tanto do Ibama, quanto da Polícia Rodoviária Federal, e também de vários players presentes.

“Mesmo aqueles projetos que não foram premiados chegaram a ser sondados por esses agentes”, revelou Bruno Monteiro, assistente do departamento de Administração da FEA. “Fizeram uma entrega fenomenal. Todo mundo do Departamento de Estado americano, e os próprios participantes, mencionaram o nível e a qualidade do evento. Foi uma experiência que agregou tanto para as entidades participantes quanto para a FEA”. O Zoohackathon Brasil 2019 foi organizado com apoio de alunos de graduação ligados ao Núcleo de Empreendedorismo da USP (NEU), à FEA júnior USP e ao eLab (Laboratório de Empreendedorismo da FEA). 

Greentech Challenge

Outra competição internacional que gerou bastante interesse da FEA foi o Greentech Challenge, de acordo com o chefe do departamento de Administração. “O Greentech Challenge pertence a uma startup europeia que conecta investidores interessados em startups de impacto ambiental com as que possuem o perfil correspondente”, disse Moacir Oliveira.

A ideia do projeto é fazer uma chamada das startups. Elas são selecionadas de acordo com sua aderência ao alinhamento definido com os investidores. Depois dessa seleção, são realizados três dias de treinamento, isto é, um mentoring com essas empresas, para que elas preparem uma apresentação clara no Pitch Day.

O Pitch Day foi realizado no dia 28 de novembro, no Cubo Itaú, um centro de empreendedorismo tecnológico, na Vila Olímpia, em São Paulo, uma referência na área de empreendedorismo e startups. Participaram da apresentação 12 startups, com diversas soluções: novos tratamentos de resíduos de petróleo, monitoramento em focos de incêndio, papéis biodegradáveis e com a capacidade de retornar sementes à natureza, entre outras propostas.

Planos futuros

De acordo com Moacir de Miranda Oliveira Júnior, tanto o Zoohackathon quanto o Greentech Challenge trouxeram expertises à FEA nesses tipos de competições, e serão aplicadas em 2020, quando acontecerá a próxima edição do SciBiz (Science Meet Business). No caso da Hackathon, a ideia é promover 10 desafios simultaneamente. Cada um deles com parceiros distintos e um eixo temático correspondente. Já em relação ao Greentech Challenge, a FEA pretende fazer "pitching" na feira de startups do SciBiz, ou seja, a apresentação de ideias de negócios a potenciais investidores.

 

 

Data do Conteúdo: 
quinta-feira, 5 Dezembro, 2019

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