Scibiz discute relação entre universidades e empresas

Por Pedro Ferreira

 

No quarto dia da conferência SciBiz (17/06), foram transmitidos painéis sobre as dinâmicas de inovação nos ecossistemas que conectam universidades e empresas. O primeiro, Universities and innovation ecosystems: a dynamic capabilities perspective, teve a mediação do Prof. Moacir Oliveira, da FEA. O painel recebeu os convidados David Teece, professor da Universidade da Califórnia, e Paulo Zawislak, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

 

Teece começou a discussão apresentando a história do Vale do Silício, grande polo industrial e tecnológico dos Estados Unidos, com grande concentração de empresas. O ecossistema da região viabiliza as pesquisas e o desenvolvimento de tecnologia, pois são atividades que requerem grandes investimentos. Para Teece, essa rede de conexões entre empresas e universidades é possível graças a ideais disseminados na região: pioneirismo, aprendizagem com erros, força de trabalho qualificada, incentivo a startups e livre circulação de informações.

 

As empresas de setores diversificados trazem diferentes conhecimentos e habilidades para os ecossistemas e, através de desenvolvimento, transação, operação e gestão eficientes, possibilitam inovações sustentáveis e responsáveis. Zawislak apresentou o dado de que apenas 19% das empresas brasileiras se comunicam com as universidades, o que evidencia o potencial de expansão do ecossistema no Brasil, que é altamente necessário para startups e outras instituições.

 

O segundo painel foi o University – Industry – Government partnership on Climate Change and Sustainability: the experience of a Brazilian research centre. Ele apresentou as experiências do Research Centre for Gas Innovation (Centro de Pesquisa de Inovação para Gás), localizado na Escola Politécnica da USP e que conta com a colaboração da Shell e da FAPESP.

 

Os painelistas foram Alexandre Breda, da Shell Brasil; Roberto Marcondes Cesar Júnior, professor do IME-USP e Gustavo Roque da Silva Assi e Julio Romano Meneghini, professores da Poli-USP. A mediação foi realizada por Karen Mascarenhas, diretora de Recursos Humanos e Liderança no RCGI.

 

Karen iniciou a conversa apresentando o centro, suas conquistas e objetivos. Ele reúne um time científico e técnico multidisciplinar que visa mitigar os gases de efeito estufa e realizar análises de problemas complexos por perspectivas econômicas, ambientais e sociais. Cada instituição contribui para diferentes aspectos do centro: a USP realiza pesquisas, a FAPESP possibilita a geração de conhecimento e desenvolvimento e a Sell realiza a aplicação prática dos conhecimentos produzidos.

 

O intuito do grupo é tornar o centro uma referência global em ciência, indo além das patentes e visando o efeito prático das pesquisas. Os financiamentos foram mencionados como importantes auxiliares na transferência de tecnologia à sociedade e ao governo, que pode utilizar as inovações para a execução de políticas públicas. Para atingir o objetivo do centro, Assi comentou que é necessária uma comunicação apropriada para a disseminação de conhecimento, de forma que eduque e impacte a sociedade e as gerações futuras.

 

 

 

Data do Conteúdo: 
Terça-feira, 29 Junho, 2021

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