Revista universitária Markets St. comemora sua 20ª edição

A revista universitária do mercado financeiro – Markets St. – acaba de publicar sua 20ª edição. Criada em 2012 pela Liga do Mercado Financeiro, entidade estudantil ligada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, a publicação reúne artigos dos próprios estudantes de graduação e entrevistas com executivos financeiros.

A Markets St. nasceu com o intuito de aproximar a FEAUSP do mercado financeiro e manter seus alunos informados sobre assuntos relevantes de economia e finanças. Ao longo do tempo, outras instituições foram se juntando ao corpo editorial, como o Insper (InFinance), a FGV (Consultoria Júnior de Economia) e a Escola Politécnica da USP (Poli Finance). Com edição trimestral e um público em torno de 12 mil alunos, a revista tem versão online (https://marketsst.weebly.com/).

O sucesso da publicação foi comemorado no último dia 12 com um encontro, na FEAUSP. A convidada especial era a economista-chefe do JP Morgan no Brasil, Cassiana Fernandez, que foi a entrevistada da edição comemorativa da revista, na qual abordou aspectos macroeconômicos do Brasil, o impacto do cenário internacional na economia brasileira, reformas e detalhes de sua carreira no mercado financeiro.

No evento realizado na FEAUSP, Cassiana foi entrevistada pelo editor internacional do Valor Econômico, Humberto Saccomandi, a quem respondeu questões pontuais sobre economia e política. A conversa com o jornalista rendeu várias perguntas da plateia, composta na sua maioria por alunos da faculdade.

Gastos públicos, reforma fiscal, déficit previdenciário e eleições foram os temas em destaque. Cassiana Fernandez disse que, apesar de o teto de gastos impedir que o governo desembolse mais do que a inflação relativa ao período anterior, os gastos com a previdência consomem mais da metade dos recursos. “Hoje, no Brasil, o governo não pode aumentar seu gasto público mais do que a inflação do ano anterior. O problema dessa regra é que pouco mais da metade dos gastos é com a previdência”.

E prosseguiu: “Olhando as contas fiscais, a estrutura do governo e seus gastos atuais, a conclusão é simples: sem a aprovação da reforma da previdência no ano que vem, não haverá estabilização. Não conseguiremos ter estabilização da dívida sem a reforma previdenciária. E tem que ser uma reforma sustentada não só no curto prazo, mas ao longo do tempo”.

A economista-chefe do JP Morgan mostrou preocupação também com a pirâmide etária brasileira, que está prestes a sofrer uma inversão, com o aumento do número de aposentados em relação aos trabalhadores da ativa. Por isso, ela defendeu urgência na votação da reforma pelo Congresso, com o estabelecimento de nova idade mínima para requerer os benefícios.   

 

Autoria: Bruna Arimathea

 

 

Data do Conteúdo: 
segunda-feira, 23 Abril, 2018

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