FEA X FEA - Biblioteca: pioneirismo no mundo digital

Para ampliar o acesso ao conhecimento sem fronteiras, a FEA reforça a sua participação em consórcios internacionais de bibliotecas que compartilham acervos digitais.

    A INTERNET AINDA NÃO ATINGIU A MAIORIDADE, MAS JÁ REVOLUCIONOU A GESTÃO DO CONHECIMENTO E TRANSFORMOU O CONCEITO DE BIBLIOTECA. Muito além da área física tal como foi concebida, temos hoje nas chamadas bibliotecas digitais acesso a todo conhecimento humano possível, sem restrição de espaço e de tempo.

    Para Dulcinéia Diva Jacomini, diretora do Serviço de Biblioteca e Documentação da FEA, não há solicitação que não possa ser atendida. Se o acervo da faculdade não tiver o artigo ou a pesquisa requisitado e que tem acesso limitado, é possível descobrir na rede, por meio dos consórcios de bibliotecas, quem tem a assinatura da publicação e pode ceder o trabalho. 

    O futuro está em iniciativas de compartilhamento de acervos digitais e de pesquisas colaborativas abertas à contribuição de pesquisadores de todo o mundo. “O papel da biblioteca mudou. Não podemos ficar mais debruçados sobre os livros. Temos que buscar fontes, estabelecer parcerias de conhecimento, divulgar a nossa comunidade e disseminar o acesso e os serviços. Costumo dizer que o usuário avalia melhor os serviços quanto menos freqüentar a biblioteca”, explica Dulcinéia.

    A FEA já caminha nessa trilha de pioneirismo. Desde 2005, participa do Consórcio Latino Americano de Escolas de Administração – Cladeia – que reúne atualmente 16 instituições. E em agosto, Dulcinéia participou como representante do Brasil no Colciencia, encontro do Instituto Colombiano para el Desarrollo de la Ciencia Y la Tecnologia, que discutiu as melhores práticas de consórcios de bibliotecas. 

    “A publicação de artigos em revistas é cada vez mais difícil. Além disso, os critérios de seleção das editoras nem sempre são transparentes. Os repositórios digitais, por outro lado, acolhem essa produção de conhecimento que pode ser compartilhado. São fontes de acesso livre. Outras fontes, porém, são acessadas por meio de assinatura e o custo é sempre alto”, esclarece Dulcinéia.

    A evolução das redes e a expansão dos serviços são crescentes. Por meio de cadastro, usuários da Biblioteca da FEA podem receber informativos e artigos sobre áreas de interesse. As publicações utilizadas como fonte em teses e dissertações da comunidade são registradas para avaliação do consumo interno. “Dessa forma, podemos descartar fontes por falta de uso e deslocar a verba para outras assinaturas, mais solicitadas”, esclarece Dulcinéia.

    Para a diretora da Biblioteca, o compartilhamento de acervos digitais e a participação em consórcios também dão mais visibilidade à produção da FEA e promovem a internacionalização da faculdade. Dulcinéia destaca, por exemplo, que a revista eletrônica da Contabilidade já faz parte das bases internacionais, assim como toda a produção que pode ser acessada. A primeira base internacional, adquirida em 1996, faz parte do acervo da Biblioteca ainda em CDs. Foi a primeira do Brasil e também a primeira a ser compartilhada com a Fundação Getulio Vargas. Dulcinéia lembra que, em função da abertura e do trabalho de disseminação do conhecimento, a Biblioteca da FEA foi escolhida para ser depositária do acervo e da base de dados do Banco Mundial. “Não existe concorrência entre bibliotecas. Elas têm que ser parceiras do conhecimento”, diz ela.

EXPANSÃO E MODERNIZAÇÃO

    “A FEA merece!” – a opinião é unânime e, em razão disso, a movimentação em torno do projeto de expansão e modernização da Biblioteca da FEA ganha força a cada dia. A expectativa em torno das aprovações é muito grande: além do parecer da Coordenadoria do Espaço Físico (Coesp) da USP, há a liberação dos recursos pelo Ministério da Educação por meio da Lei Rouanet.

    Transformar o Serviço de Biblioteca e Documentação da FEA em referência internacional, equiparando-o aos melhores do mundo é o objetivo do projeto. Estudantes e pesquisadores vão dispor de mais conforto, espaço físico e, conseqüentemente, mais acervo e terminais de consulta. Dos atuais 1.500 m2 de área construída, o prédio passa para 5 mil m2. O serviço contará com salas para conferências, debates e defesas de teses com sistema de videoconferência de alta tecnologia e com o novo espaço Memória FEA.

    Pessoas jurídicas que aderirem projeto, orçado, em R$ 8 milhões, poderão abater os recursos do Imposto de Renda. O apoio e o engajamento de alunos e ex-alunos, à semelhança da bem-sucedida campanha de captação de recursos para o projeto Tomie Ohtake, será fundamental.

Data do Conteúdo: 
quarta-feira, 1 Outubro, 2008

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