FEA Professores - Simulab, o conhecimento em ação

“Quero levar a outras instituições e aos docentes o encantamento da aprendizagem vivencial.”

    “Eu ouço e esqueço. Eu vejo e recordo. Eu faço e compreendo.” Esse pensamento, do filósofo chinês Confúcio, está bastante relacionado ao trabalho realizado pelo professor Antonio Carlos Aidar Sauaia, para quem “teoria e prática combinadas estimulam a ampliação das competências gerenciais e a criação de conhecimentos com novos significados dinâmicos: fazer e aprender”. O professor Sauaia realizou em agosto o evento Oficina Simulab, direcionado aos docentes que estiveram na FEA para o Semead – Seminários em Administração da FEA-USP.

    A Oficina Simulab, que deverá ser ampliada para 27 capitais brasileiras, tem o objetivo de levar o conceito de Laboratório de Gestão a docentes e pesquisadores, com a meta de colocar em prática o conhecimento adquirido nas disciplinas ao longo da graduação e pós-graduação. “O trabalho que desenvolvo tem diferentes públicos-alvo. A oficina realizada na FEA procurou mostrar aos docentes a importância de integrar o conhecimento. Ao invés de teoria, recebem um problema organizacional. O laboratório é uma prática”, conta o professor. O tripé conceitual do Laboratório de Gestão envolve simulador organizacional, jogo de empresas e pesquisa aplicada (teórico-empírica). Coordenado pelo professor Sauaia, o Simulab é um grupo de pesquisa que atua nas áreas de Administração, Contabilidade e Economia e compartilha sua aprendizagem com docentes, pesquisadores, alunos e demais interessados em praticar modelos de gestão com simuladores e jogos de empresas. 

    O livro Laboratório de Gestão: simulador organizacional, jogode empresas e pesquisa aplicada, escrito pelo professor, integra temas relativos às funções organizacionais e associa regras econômicas organizacionais – ilustradas por um simulador – às leituras selecionadas das pesquisas aplicadas que foram conduzidas no grupo de estudos Simulab. A obra é inovadora e propõe a aprendizagem vivencial como forma de reunir conceitos e suas aplicabilidades aos processos gerenciais.

    Segundo o professor, mesmo que seja um jogo, é essencial fazer os participantes perceberem que nunca acaba. “O jogo de empresas termina, mas o jogo da carreira e da vida irá desafiá-los a se apropriarem do conteúdo aprendido para o sucesso na profissão”, conta. Mas ressalta: “Há necessidade de trabalhar os docentes para serem mais sensíveis à aprendizagem e menos ao ensino. Estou propondo que nos cursos da FEA os professores passem por um processo de aculturamento docente em jogos de empresas. Ainda há muito a aprender. Tanto que a Anpad (Associação Nacional de Pós- Graduação e Pesquisa em Administração) percebeu a necessidade e com a ajuda de uma linha de pesquisa da Capes criou uma linha de financiamento que visa estimular parcerias entre instituições de ensino superior e financiar atividades de formação aos docentes”. O professor Sauaia considera que “só a teoria não é mais suficiente. As empresas querem pessoas preparadas e que saibam atuar na prática. Por isso é necessário acelerar a aprendizagem prática dentro da graduação”.

    Para o professor Sauaia esse é o início de um sonho. “Meu sonho é que haja uma rede brasileira de docentes e pesquisadores interessados, e a partir daí, constituir áreas de estudos para que haja um Congresso Nacional periódico, para educadores que têm estudos nesta área”, diz. E todos aprendem. “Em 22 anos eu não sou mais o mesmo educador e quero levar a outras instituições e aos docentes o encantamento da aprendizagem vivencial. Hoje reconheço que meus alunos são também meus mestres”, diz.
Mais informações: www.simulab.com.br ou asauaia@usp.br
 

Data do Conteúdo: 
quarta-feira, 1 Outubro, 2008

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