Encontro deste ano explora o uso da tecnologia

Entre os dias 6 e 8 de outubro, o XIII Encontro de Marketing Esportivo, organizado pela Associação Atlética Visconde de Cairu, recebeu importantes palestrantes apresentando várias facetas sobre o tema, entre eles: Tina Louise, executiva da Under Armour; Sami Arap, presidente da Confederação Brasileira de Rugby; Mario Yamasaki, árbitro oficial de UFC; e David Grinberg, diretor corporativo de marketing esportivo do McDonald’s para a América Latina.

Apps fitness e big data

Tina Louise, que gerencia aplicativos de fitness na Under Armour Connected Fitness, apontou a emergência do Big Data (megadados, em português) – reunião de dados e informações em grande escala e velocidade possibilitando sua interpretação – para conquistar consumidores e promover experiências personalizadas. Com a análise de dados, é possível fazer marketing em tempo real e mapear a jornada do cliente, aponta ela. “Que tal você precisar trocar de tênis e a gente indicar o ideal com base nos dados sobre seus hábitos?”

A empresa em que Louise é executiva conta com uma série de aplicativos de monitoramento da saúde pelos usuários, analisando sono, refeições, além de frequência e tipo de exercício. “A ideia é ter um dashboard da sua vida”, diz. Esses aplicativos contam com 150 milhões de usuários, que registram suas atividades; todas essas informações tornam-se dados que podem ser interpretados. A tendência é que o desenvolvimento de apps na área cresça, já que, segundo Louise, 62% dos novos aplicativos disponíveis nas lojas virtuais são voltados ao setor de fitness. O principal motivo para usar é monitorar metas: “As pessoas cada vez mais querem saber o que está acontecendo consigo”, afirma. E essas informações ficam disponíveis através de Big Data.

De acordo com Louise, o uso de Big Data possibilita a criação de uma ferramenta única para construir presença de marca e engajamento; motiva os participantes a antigirem suas metas, já que eles podem acompanhar seus registros no app; além de favorecer a socialização e o engajamento, por conta da interação por comentários e estatísticas. Nesse contexto, o Big Data possibilita ainda que sejam observados sinais e tendências comportamentais. Através de um dos aplicativos gerenciados por Louise, por exemplo, notou-se o crescimento da prática de basquete por mulheres, o que pode indicar caminhos para as marcas de artigos esportivos.

O poder das redes sociais e do esporte

A segunda palestra foi sobre o tema “Como as Redes Sociais podem ajudar o esporte?” e contou com a presença de Roberto Coelho Jr, CEO da plataforma vitrinU.com. “As redes sociais são estruturas de pessoas que compartilham valores e objetivos semelhantes e cumprem um importante papel ao conectar pessoas do mundo inteiro”, explicou Roberto. Só no facebook existem mais usuários do que a população inteira dos Estados Unidos. 53% dos jovens das gerações Y e Z, preferem perder o olfato a abrir mão da tecnologia. No Brasil uma pesquisa aponta que já existem dois celulares por habitante´e, além disso, metade da população mundial tem menos de cinquenta anos. “As redes sociais trouxeram uma mudança de perspectiva para o marketing. Não se pode mais pensar em uma campanha de marketing sem considerar as plataformas digitais”, completou Roberto.

A grande questão é, no entanto, aprender a utilizar o poder que as redes sociais têm para conectar atletas e profissionais ligados ao esporte em uma única plataforma, algo semelhante ao Linkedin ou ao Google Reads. Essa é a grande proposta do VitrinU. “Temos sim algumas redes sociais no esporte, mas elas são redes de nicho e muito fechadas. O objetivo é que os jovens tenham oportunidades de se conhecer que antes não teriam”, disse Roberto. Para isso, o VitrinU está trabalhando em parcerias com clubes de futebol europeus e com agências de fomento ao esporte universitário norte americanos. “Queremos juntar todos os profissionais ligados ao esporte”, afirmou Roberto.

Roberto também destacou o papel fundamental que o atleta tem para a construção do caráter do brasileiro, “Quantos milhões de jovens não se inspiram nos jogadores de futebol? No entanto, o atleta brasileiro não tem nenhum apoio e nenhum patrocínio” salientou, “É preciso tratar o esporte também como uma prioridade”, completou.

Data do Conteúdo: 
Sexta-feira, 16 Outubro, 2015

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