Congresso da USP traz temas relevantes para a área de Contabilidade

Por Pedro Ferreira

 

Na última semana, entre os dias 28 e 30, ocorreu o Congresso USP de Iniciação Científica em Contabilidade, simultaneamente ao USP International Conference in Accounting. Organizado pelo Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA, o evento é o maior espaço de debate para a área e promove o intercâmbio de pesquisas e práticas entre profissionais nacionais e internacionais. Este ano, o Congresso ocorreu inteiramente online e contou com palestras, fóruns, painéis e oficinas.

 

No segundo dia de evento, Rodrigo Silva de Souza, professor da Universidade de Roehampton, no Reino Unido, realizou a palestra “Contabilidade gerencial e gestão de riscos: práticas, perspectivas e relevância para as organizações”. A discussão foi moderada por Daniel Magalhães Mucci, professor doutor da FEA, e Claudio Wanderley, professor associado da Universidade Federal de Pernambuco.

 

A contabilidade gerencial e a gestão de riscos são temas contemporâneos e que têm mudado ao longo das décadas. São conjuntos de técnicas contábeis e análises que dão informações relevantes para a tomada de decisões estratégicas em empresas. Souza dividiu sua apresentação entre o resgate de conceitos e práticas passadas, a situação atual das pesquisas no ramo e as expectativas para o futuro das perspectivas atualmente exploradas.

 

A concepção de risco é subjetiva, o que dificulta sua investigação científica. Ele é apresentado parcialmente, através de representações que simplificam o todo e não conseguem refletir sua totalidade. Os aspectos culturais, cognitivos e políticos influenciam na forma como cada agente enxerga o que seria um possível risco, pois cada ser humano tende a se atentar a certos perigos e aceitar certos níveis de risco. Isso faz com que seja necessário entender como a coletividade se porta diante dos perigos potenciais.

 

Antes, havia uma preferência pela visão epistemológica na gestão de riscos, que se atenta ao que seria quantificável, controlável e objetivo. Com a evolução das pesquisas, passou-se a incluir a visão ontológica no ramo, que inclui o que seria incerto, mutável e volátil.

 

Souza apresentou sua conclusão de que a visão bidimensional sobre a gestão de risco ser determinada por probabilidade e impacto está desatualizada, e que, na verdade, é uma relação mais complexa e interligada. A utilização de técnicas em conjunto com o entendimento das pessoas é o que proporciona uma melhor performance. Ele afirmou que, a exemplo da pandemia, os seres humanos têm dificuldade em lidar com a incerteza, e a gestão de riscos visa estabilizar e normalizar esse cenário.

 

 

Data do Conteúdo: 
Quarta-feira, 4 Agosto, 2021

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