Amefea – uma oportunidade de realizar sonhos


Criada em novembro de 2006, durante a gestão do professor Joaquim José Martins Guilhoto, a Amefea (Associação dos Amigos da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP) tem como principal objetivo reunir docentes, pesquisadores, pais de alunos, ex-alunos e simpatizantes para apoiar as atividades educacionais e culturais da faculdade, visando garantir a permanência estudantil de alunos de baixa renda. “Aqui na Universidade existem poucas instituições que têm uma iniciativa tão exitosa quanto a Amefea. Graças a ela temos a oportunidade de dar apoio financeiro e manter uma série de alunos de elevadíssimo potencial, que de outra forma não teriam condições de concluir o curso de graduação”, explicou o professor Adalberto Fischmann, diretor da FEAUSP.

Associação sem fins lucrativos, mantida exclusivamente por doações, a Amefea disponibilizou, no último ano, 10 bolsas para alunos oriundos da rede pública de ensino, de baixa renda familiar. Ainda assim, esse número representa menos de 2% do total de alunos vindos de escolas públicas que estudam na FEA. “Inclusão e diversidade são palavras-chave para entender a importância da Amefea. Inclusão, porque é obrigação da Universidade incluir todas as camadas da sociedade no ensino público. E diversidade, porque é o melhor ativo que temos em uma sociedade globalizada. A Universidade precisa formar profissionais que saibam conviver com a diferença”, explicou o professor Guilherme de Farias Shiraishi, presidente da Amefea.

.......................................

Graduado em economia, o ex-aluno Paulo R. Capeletti, explicou o quanto a Amefea foi fundamental para sua formação: “a bolsa me ajudou muito, porque me deu a possibilidade de fazer um curso em pé de igualdade com meus colegas. Sempre estudei em escola pública, meus pais não tinham condições financeiras de me manter em São Paulo. A bolsa me deu a oportunidade de me concentrar apenas naquilo que eu tinha que fazer, ou seja, estudar”, contou. “Depois do 2˚ ano, você já tem como estagiar e trabalhar em pesquisa e foi o que eu fiz. Fui fazer iniciação científica, estagiar,  nesse período-chave  a bolsa foi extremamente essencial para mim, contribuindo para que eu pudesse  focar nos estudos”. Paulo trabalhou desde os 13 anos e nunca imaginou que um dia seria economista formado pela USP. “É muito difícil acabar os estudos quando você precisa trabalhar para se sustentar. Negar essa oportunidade para algumas pessoas é muito difícil. Tem muita gente que precisa de apenas uma chance para realizar seus sonhos, por isso eu vejo que esse projeto é fundamental”, defende.

Luiz Eduardo Peixoto, aluno do 3˚ ano de Economia, também teve um caminho difícil para ingressar na Universidade, “eu sou natural de Florianópolis e sempre estudei em escola pública. Minha família é bem limitada em recursos, minha mãe é costureira e meu pai é policial aposentado. Comecei a trabalhar aos 16 anos para juntar dinheiro, em parte pensando em sair de casa, trilhar um caminho diferente para minha vida”, explicou. Ele continuou trabalhando até os 18 anos, enquanto terminava o curso técnico e complementava seus estudos fazendo um cursinho pré-vestibular gratuito à noite. “Alguns dos professores me falavam que eu não conseguiria passar, porque não tinha como competir”, disse. Felizmente Luiz persistiu e, depois de passar na Fuvest, veio seu segundo desafio: manter-se em São Paulo. “Eu tinha algum dinheiro guardado, mas quando cheguei aqui percebi que a realidade era outra. São Paulo é uma cidade muito cara, muito mais cara que Florianópolis. Então voltei a trabalhar. E estava conseguindo pagar minhas contas e tudo, mas eram 8 horas de trabalho, de rotina corrida”, explicou. “Eu estudava pela noite e percebia que enquanto os outros estudantes estavam iniciando projetos extracurriculares em ONGs, Centro Acadêmicos, Empresas Juniores, eu não tinha tempo de fazer nada disso. Não participei do trote porque tive que trabalhar, por exemplo”. Nesse sentido, a bolsa da Amefea foi fundamental para dar a Luiz a oportunidade de se dedicar inteiramente aos estudos. “Fiz vários projetos e isso realmente me ajudou a me envolver mais com a Universidade e aproveitar melhor as oportunidades”, concluiu.

Como contribuir? 
Não há valor estabelecido, nem frequência e periodicidade para as doações. Contribuições podem ser feitas através da seguinte conta bancária: Banco nº033 Santander Agência 0658 – Conta corrente 13.007779-9  -  Associação dos Amigos dos Departamentos da FEAUSP - CNPJ 09.297.837/0001-19. 

Para mais informações acesse: www.amefea.org.


 

Gente da FEA - Junho 2016

Autora: Isabelle Dal Maso

 

Data do Conteúdo: 
segunda-feira, 30 Maio, 2016

Departamento:

Sugira uma notícia