História e Mercúrio

História

A Faculdade de Administração, Economia e Contabilidade da USP (FEA) foi criada em 1946 com o nome de Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas (FCEA). Os dois cursos iniciais da Faculdade eram o de Ciências Econômicas e o de Ciências Contábeis e Atuariais.

Uma reforma estrutural interna, em 1964, reorganizou a Faculdade em cinco graduações distintas: Ciências Econômicas, Ciências Contábeis, Ciências Atuariais, Administração de Empresas e Administração Pública. Em 1969, a Reforma Estrutural da USP muda o nome de FCEA para Faculdade de Economia e Administração (FEA) e surge a divisão dos departamentos em Economia, Administração e Contabilidade.

A FEAUSP muda-se para seu atual endereço, a Cidade Universitária Armando Salles de Oliveira (CUASO), na capital paulista, em 1970. Antes, a Faculdade se localizava na Rua Doutor Vila Nova, na Vila Buarque, também em São Paulo.

Em 1990, a FEA é nomeada oficialmente Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade. No mesmo ano, é criada a empresa júnior da Faculdade, a Júnior FEA, atualmente nomeada FEA júnior USP.

Dois anos depois, a extensão da FEAUSP na cidade de Ribeirão Preto é fundada, oferecendo os cursos de Economia, Administração de Empresas e Contabilidade. Inicialmente subordinada à direção da FEA da capital, a unidade interiorana adquiriu autonomia administrativa em 2002. 

A FEAUSP conta com diversos órgãos de relevância na representação discente, pesquisa e extensão acadêmica: o Centro Acadêmico Visconde de Cairu (CAVC), fundado em 1956; a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em 1973; a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), em 1974; a Fundação Instituto de Administração (FIA), em 1980; a Comissão de Cooperação Internacional (CCInt), em 1986; e o Cursinho da FEA, em 2000.

Atualmente, são quatro os cursos de graduação da FEAUSP: Administração de Empresas, Ciências Econômicas, Ciências Contábeis e Atuária, sendo que o último é cursado somente no período noturno, e os outros nos períodos diurno e noturno. A Faculdade também oferece os cursos de pós-graduação em Economia, implantado em 1966, Administração e Ciências Contábeis, ambos fundados em 1970.

Mercúrio, símbolo da instituição

Ninguém seria melhor capaz de representar as características da FEA quanto Mercúrio - a personificação da astúcia e da habilidade. Na religião romana, Mercúrio era o deus das mercadorias e dos mercadores. As palavras comércio, mercado, mercenário e mercadoria derivam do latim merx (mercadoria), da mesma forma que Mercúrio, deus alado que protegia os negócios e os lucros.

Participava de todos os negócios, como ministro ou servidor. Dia e noite não cessava de vigiar atento e alerta. Era o mais ocupado dos deuses e dos homens. Simboliza assim o esforço desta Faculdade em estabelecer laços e parcerias com instituições nacionais e internacionais, promover intercâmbios e realizar estudos conjuntos, inserindo-se num mundo globalizado, mantendo o diálogo e a troca constante de informações.

Mercúrio evoca o respeito à divindade (ainda que mitológica) e à sugestão de que ele possa proteger as riquezas com a própria sabedoria. Nesse caso, fazemo-nos representantes de Mercúrio ao proteger o comércio (no sentido amplo de todas as atividades, pois o próprio Mercúrio também servia a todos) com a nossa orientação, zelo e ética.

Mitologia

Ao nascer, Mercúrio foi envolvido (por seus pais, Zeus e Maia) em folhas de salgueiro (uma planta que tira os "maus olhados") e colocado em seu berço no monte Cilene, na Arcádia.

Com dois dias de vida, desatou os nós das folhas e desceu do seu leito para aventurar-se pelo mundo, encontrando pelo caminho uma tartaruga, da qual se alimentou. Aproveitou seu casco para a produção da lira - instrumento musical que acabara de inventar, comprado depois por Apolo em troca de bois. Este tentava tocar lira enquanto Mercúrio inventava o cálamo. Apolo também comprou o novo instrumento, vendido desta vez em troca do caduceu (vareta mágica entrelaçada de serpentes), servindo mais tarde para adormecer Argos.

Mercúrio correspondia a Hermes, o veloz mensageiro dos deuses na Mitologia Grega, de quem assimilou as façanhas heróicas. Embora não fosse primitivamente italiano, seu culto logo se difundiu. Em 495 a.C., foi consagrado o templo no monte Aventino, em Roma, em que era venerado juntamente com a deusa Maia, identificada como sua mãe por associação à grega Maia, mãe de Hermes. Ambos eram festejados no dia 15 de maio, dia da consagração do templo e importante especialmente para os mercadores.

Tantos empregos e atribuições diversas concedidas a Mercúrio davam-lhe uma importância considerável no conselho dos deuses. Por outro lado os homens acrescentavam ainda às suas qualidades divinas, atribuindo-lhe mil talentos industriosos.

Considerado o deus da eloqüência e da arte de bem falar, ele era também o ser supremo dos viajantes, negociantes e mesmo dos ladrões. Mensageiro dos deuses e particularmente de Júpiter, ele os servia com um zelo infatigável. Participava de todos os negócios, como ministro ou servidor, ocupava-se da paz e da guerra, das querelas e dos amores dos deuses, do interior do Olimpo, dos interesses gerais do mundo. Conduzia ao Inferno as almas dos mortos com o seu caduceu; algumas vezes reconduzia-as à terra.