II FEAmbiental traz discussão sobre papel da academia no desenvolvimento sustentável

por Rafael Benaque

“A principal função da universidade é antecipar tendências; ver os que os outros não viram”. Essa frase foi dita pelo ex-reitor da USP Jaques Marcovitch, durante uma palestra sobre o papel que a academia desempenha a favor do desenvolvimento sustentável, tema tão debatido atualmente. Também participaram da discussão o chefe do Departamento de Administração da FEA e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da USP (PROCAM – USP) Isak Kruglianskas e Antonio de Almeida Sinisgalli, vice-coordenador do curso de Gestão Ambiental da EACH e pós-graduado pelo Environmental Management (ONU).

Para o ex-reitor, a universidade tem cumprido essa sua função desenvolvendo diversas linhas de pesquisa voltadas para temas relacionados ao desenvolvimento sustentável. Marcovitch destacou o estudo que buscam possibilidades de redução de Gases do Efeito Estufa (GEE) na industria siderúrgica; as análises das emissões de GEE na mata Atlântica, que representam 75% da produção brasileira; e a pesquisa multidisciplinar sobre os impactos ambientais do setor de papel e celulose.

Os participantes falaram sobre a importância da interligação de diversas áreas para o estudo do desenvolvimento sustentável. Sinisgalli acredita que a curso de Gestão Ambiental está trabalhando nesse sentido unindo o estudo nas áreas econômica, ecológica e histórica. Sobre esta última, Marcovitch foi enfático: “Convém sempre olhar o passado para desenhar o futuro”.

Apesar da importância do assunto, é preciso sempre levar em conta a parte econômica. Como afirmou o Visconde de Mauá, símbolo do empreendedor capitalista brasileiro do século XIX, “Para os sonhos darem certo, as contas precisam fechar” e é com isso em mente que a Universidade vem agindo. “Se a economia não toma por base o desenvolvimento sustentável, fica difícil atingi-lo; a economia precisa ser o carro chefe”, afirma Sinisgalli.

Esse trabalho em prol de uma economia mais sustentável está se consolidando na USP. Segundo Kruglianskas, já existem disciplinas sobre o assunto na pós e, em 2009, será disponibilizada uma para a graduação e, além disso, muitos professores estão vinculados à temática sócio-ambiental. O chefe do EAD resumiu a conclusão do debate: “A FEA está cumprindo com seu objetivo”.
 

Data do Conteúdo: 
quarta-feira, 3 Dezembro, 2008

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