Mestrado: Aprovados, mas...capacitados? Um estudo sobre princípios versus regras nos exames de suficiência e em provas de concursos públicos

Tipo de evento: 
Defesa
Data e hora: 
28/04/2017 - 11:00 até 15:00

ADRIANA LOTZE MARTINEZ
Mestrado: Aprovados, mas...capacitados? Um estudo sobre princípios versus regras nos exames de suficiência e em provas de concursos públicos
Orientador: Prof. Dr. Edgard Bruno Cornacchione Júnior
Comissão: Profs. Drs. Edvalda Araújo Leal, Valcemiro Nossa e Fernando Dal-Ri Murcia
Local: na sala 215, FEA-5

Resumo

Em uma sociedade cada vez mais complexa e sofisticada, e em nosso contexto com especial atenção às relações empresarias e econômicas, há cada vez menos espaço para um olhar ancorado em representações estanques. Por conta disso, e com o advento das International Financial Reporting Standard (IFRS) no Brasil, suportada pela Lei n° 11.638/07, iniciou-se uma nova visão contábil priorizando evidenciação mais refinada visando refletir mais fidedignamente as transações das empresas. Talvez o que melhor simbolize esse novo enfoque seja o viés principiológico das IFRS. Entretanto, a inquietação surge quanto a um ponto específico de sua efetiva implementação na sociedade. Se o incentivo ou o direcionamento das avaliações que o recém-egresso se submete em relação ao seu conhecimento contábil, tanto no exame de suficiência como na busca por colocação no mercado de trabalho via concurso público, poderia estar desalinhada aos novos ideais buscados pelas IFRS por meio dos princípios. Com base na teoria da avaliação, Preskill e Torres (1999) alertam que a avaliação precisa integrar o aprendido à prática da sociedade. Da mesma forma, Patton (1997) relembra que é fundamental que o avaliador enfrente o desafio de fazer avaliações que sejam correlacionadas em sua aplicação e úteis. Com a vinculação da nova visão principiológica com a teoria da avaliação, através das definições apresentadas pelos autores acima, foi então analisado, utilizando-se do método Delphi, se as provas de credenciamento contábil e as provas dos principais concursos públicos federais têm utilizado em maior número as questões principiológicas. Os resultados, porém, evidenciaram o contrário, mostrando que há uma maior cobrança de regras nas provas analisadas, ou seja, nestes exames, ainda existe a predominância do modelo regramental apenas sob o manto das IFRS. Deste modo, percebe-se uma possível existência de descompasso entre os ideais relacionados às IFRS e o direcionamento indutor das avaliações de recém-egressos e de profissionais da área contábil.

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