Mestrado - Adoção do Hedge Accouting no Brasil: impactos e possíveis determinantes

Tipo de evento: 
Defesa
Data e hora: 
13/08/2019 - 09:00 até 12:00

 

Douglas Augusto De Paula            

Mestrado - Adoção do Hedge Accouting no Brasil: impactos e possíveis determinantes

Orientador: Prof. Dr. Luiz Nelson Guedes de Carvalho

Comissão: Profs. Drs. Fernando Dal-Ri Murcia, Fernando Chiqueto da Silva e Fernando Caio Galdi                            

Local: Sala 217, FEA-5

Resumo*

Esse estudo teve como objetivo analisar a escolha contábil da aplicação de hedge accounting no mercado brasileiro. Na Hipótese 1, investiga-se se as empresas que designam um maior volume de instrumentos para hedge accounting apresentam maior valor da firma. A literatura de determinantes de hedge mapeia como principal objetivo a otimização do valor da firma em função do gerenciamento de riscos empresariais, todavia, ainda existe pouca evidência empírica sobre padrões de hedge accounting. Visando endereçar tal questionamento, foi composta uma amostra dos anos de 2010 a 2017 com as empresas que utilizaram derivativos ou hedge natural em, pelo menos, um dos anos. Por meio desses dados, as empresas foram divididas em clusters considerando o nível médio de designação de hedge accounting em relação ao total de derivativos e hedge natural e analisado a influência sobre o valor da firma. Os principais resultados obtidos foram que as empresas que estão no cluster que e apresentaram um maior nível de designação de hedge accounting nos períodos têm uma relação positiva e significante com a maior valorização do valor da firma. Essa mesma relação não foi encontrada na simples utilização ou não da política de hedge accounting, nem pela variável contínua da razão do volume de hedge accounting em relação ao volume de derivativos contratados. Na Hipótese 2, verifica-se se as empresas que suavizam os resultados por meio de acumulações discricionárias apresentam menor volume de designação de instrumentos para hedge accounting, e por meio de uma análise com empresas que utilizavam derivativos entre os anos de 2010 a 2017 foram encontradas evidências de que as empresas que adotam um maior volume ou a prática de hedge accounting apresentam uma menor prática de suavização dos resultados, esses achados corroboram com os resultados encontrados por Tessema e Deumes (2018), que identificaram que as empresas que tinham inefetividade de hedge accounting tinham maiores práticas de suavização de resultados em comparação às que eram perfect hedgers. Na hipótese 3, foi analisada a escolha contábil de adoção de hedge accounting em decorrência da violação de covenants, conforme amplamente estudado na literatura de escolhas contábeis (Watts e Zimmerman, 1986; Smith e Warner, 1979; Holthausen e Leftwich, 1983). Nesta hipótese, com base nos resultados, o único modelo em que a Proximidade de Covenants apresentou significância foi por nível de hedge accouting e com a variável não defasada, porém com uma relação negativa. Dessa forma, não se consegue aceitar a hipótese 3 de proximidade de covenants como uma determinante para a adoção nem para o nível maior de adoção de derivativos para contabilidade de hedge. Como análise adicional foram encontradas 66 empresas que utilizaram hedge de fluxo de caixa e tinham cláusulas de covenants que permitiam o recálculo, a fim de identificar se algumas delas deixaram de violar a cláusula em decorrência da contabilidade de hedge, foram encontrados duas empresas que conseguiram atender à cláusula de covenant por meio da adoção do hedge accounting.

*Resumo fornecido pelo autor

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