Disciplinas

Finanças Comportamentais


Disciplina: EAD5976-1

Área de Concentração: 12139

Número de Créditos: 8

Carga do curso:

Teórico
(Por semana)
Prática
(Por semana)
Estudos
(Por semana)
DuraçãoTotal
42215120
Objetivos:
O objetivo da disciplina Finanças Comportamentais é discutir os principais problemas científicos aplicados no tema, a partir do comportamento econômico das empresas e dos investidores, buscando desenvolver a capacidade de análise e reflexão do aluno de pós-graduação. A esta altura, a existência de vieses comportamentais já está confirmada. Discutindo-se a sua gênese e, principalmente, aplicação. Esta disciplina tem ênfase na incorporação de aspectos comportamentais nos modelos de decisão financeira, na precificação de ativos, na mitigação de comportamentos indesejados, na exploração de oportunidades de mercado geradas por eles. São abordadas decisões de investimento real e no mercado, de endividamento e de planejamento e controle financeiro. A orientação é plural, abordando o tema sob a ótica das corporações de capital aberto até as pequenas empresas, das empresas nacionais e multinacionais, da realidade do mercado financeiro nacional e de outros países, do ponto de vista das empresas produtivas e do setor financeiro, das finanças pessoais. Espera-se que, ao final do curso, o aluno tenha uma compreensão de finanças comportamentais no seu estado de desenvolvimento atual, em especial na sua incorporação aos modelos teóricos e práticos de finanças.

Justificativa:
A abordagem das finanças comportamentais é uma das críticas mais relevantes às finanças neoclássicas (ao lado de temas como as crises financeiras, as questões de agência, as finanças em ambientes menos desenvolvidos, a segmentação do mercado financeiro, cada uma delas com conteúdo comportamental). Embora os modelos aplicados em finanças ainda respondam predominantemente aos preceitos das finanças neoclássicas, já há aplicações concretas em que os preceitos das finanças comportamentais são aplicados. O público esperado para esta disciplina é um mix de: (i) Alunos de mestrado e doutorado em finanças, interessados em se aprofundar no tema ou em ampliar seu conhecimento geral. (ii) Alunos de mestrado e doutorado em psicologia, interessados em complementar seu conhecimento com uma aplicação de psicologia econômica. (iii) Alunos de mestrado e doutorado em outras áreas da administração ou de outros cursos, interessados no tema. (iv) Alunos especiais que atuem profissionalmente em atividades relacionadas às finanças comportamentais.

Conteúdo:
UTILIDADE E DECISÃO. Utilidade neoclássica, CARA, CRRA. HARA, delay discounting. Método dedutivo.Utilidade de Kahneman. Teoria do prospecto. Uso de questionários. Neurociência. Escaneamento. Método experimental. VIESES COMPORTAMENTAIS E APLICAÇÔES A FINANÇAS CORPORATIVAS, INVESTIMENTOS E GOVERNANÇA. Dissonância cognitiva. Viés de disposição, aversão ao arrependimento e a perdas. Viés de confirmação, lógica retrospectiva. Mitigação dos viéses individuais, métricas e políticas de investimento, ALM, hedge, diversificação. Glamour e sin stock. Rede neural natural. Ancoragem. Viés de disponibilidade, de recência, de reconhecimento,de extrapolação da experiência pessoal. Herding.Estabilidade de preços, impacto de notícias sobre preços. Megalomania. Excesso de autoconfiança, hubris, ilusão de controle. Governança e metagovernança. Gestão de riscos, crises financeiras. Auditoria, fraudes, compliance. Dificuldade com modelagem e probabilidades. Heurísticas. Framing. Representatividade. Aversão à ambiguidade. Vieses de autocorrelação. Ênfase em anedotas. Modelagem e sistematização de decisões. Dificuldade com modelagem e probabilidades. Heurísticas. Framing. Representatividade. Aversão à ambiguidade. Vieses de autocorrelação. Ênfase em anedotas. Modelagem e sistematização de decisões. Subotimização. Racionalidade limitada, contabilidade mental. Crença grupal. Inconsistência temporal, efeito calendário. Controle do desempenho de carteiras. Finanças pessoais: investimento e dívida. Efeitos psicossomáticos. Empolgação e medo. Efeito do clima e de eventos. Controle de gestores de ativos. Crises econômicas e financeiras. Sistemas complexos, atratores. Resiliência, caos, antigfragilidade. Finanças pessoais. Insuficiente diversificação, poupança. Excessivo endividemanto, trading. Investimento, dívida, consumo. Superendividamento. Educação financeira: conhecimento x atitude.

Avaliation methods:
As aulas utilizam o método da exposição dialogada, que combina a explicação do conteúdo pelo professor com uma elevada participação dos alunos. Espera-se que, p

Notas:
Não há

Bibliografia:
Ackert, L., & Deaves, R. (2010). Behavioral Finance: Psychology, Decision-Making, and Markets. Cengage. Burton, E., & Shah, S. N. (2013). Behavioral Finance: Understanding the Social, Cognitive, and Economic Debates. Wiley. Ferreira, V. (2008). Psicologia Econômica. Campus. Kahneman, D. (2013). Thinking, Fast and Slow. Farrar, Straus, and Giroux. Pompian, M. M. (2012). Behavioral Finance and Investor Types: Managing Behavior to Make Better Investment Decisions. Wiley. Pompian, M. M. (2012). Behavioral Finance and Wealth Management: How to Build Optimal Portfolios That Account for Investor Biases. Wiley. Shefrin, H. (2007). Beyond Greed and Fear: Understanding Behavioral Finance and the Psychology of Investing (Financial Management Association Survey and Synthesis). Oxford University Press. Shefrin, H. (2018). Behavioral Corporate Finance. Mc Graw - Hill. Thaler, R. H. (2016). Misbehaving: The Making of Behavioral Economics. W. W. Norton.