Disciplinas

Inovação Ambidestra, Condicionantes e Desempenhos


Disciplina: EAD5970-1

Área de Concentração: 12139

Número de Créditos: 8

Carga do curso:

Teórico
(Por semana)
Prática
(Por semana)
Estudos
(Por semana)
DuraçãoTotal
42215120
Objetivos:
A disciplina tem o objetivo de apresentar, discutir e pesquisar os principais elementos condicionantes das estratégias de prospecção e exploração (exploration & exploitation) de novos produtos e processos e suas relações de influência com os respectivos desempenhos obtidos nestas atividades. Os termos condicionantes e desempenhos são encontrados na literatura e comumente empregados quanto se busca levantar, numa pesquisa, a influência (relação causal) que alguns dos elementos ou aspectos condicionantes de uma estratégia ou ação gerencial apresentam sobre os desempenhos da mesma.
Empregando literatura pertinente de cunho metodológico quantitativo que foca as relações causais, a disciplina busca fazer um levantamento do conhecimento acerca dos principais condicionantes que influenciam os desempenhos das duas estratégias, em separado, (prospecção e exploração) e, num segundo momento, focar os condicionantes e desempenhos também da gestão ambidestra da inovação.
A Busca Local (exploitation innovation) tem sido apontada como a responsável pela grande geração de resultados econômico-fincanceiros na medida em que permite que a empresa explore inovações com base nas tecnologias existentes, empregando e lançando mão dos sistemas de gestão e das técnicas de qualidade no processo e também no design, bem como o mapeamento e melhorias de processos produtivos e da cadeia de valor. As rotas tecnológicas atuais, bem como o emprego de tais técnicas e sistemas de gestão são alguns dos condicionantes da exploração de inovações de produtos e processos. A exploração é conduzida geralmente de forma rápida e com baixos níveis de risco, permitindo com que a empresa expanda as linhas de produtos (para atender a diferentes requisitos e necessidades) através de melhorias incrementais nos produtos e processos produtivos que acabam por e sustentar e aprofundar ainda mais as plataformas e rotas tecnológicas atuais.
Buscas fora dos paradigmas tecnológicos (exploration innovation) são, por outro lado, estratégias de inovação que tendem a consumir volumes muito maiores de investimentos e mais tempo devido à necessidade de se acumular os conhecimentos sobre a nova trajetória tecnológica através de muitas análises e experimentações tanto sobre a nova rota como, posteriormente, em relação ao emprego da mesma em novos produtos e processo produtivos revolucionários. Apesar de um maior grau de incerteza em relação ao sucesso e em relação à rentabilidade, é somente com o engajamento e investimentos em atividades de prospecção de novas tecnologias de processo produtivo e de produtos revolucionários que a empresa pode garantir sua sobrevivência ao longo das transições e os ciclos inovativos.
Depois de analisar os principais antecedentes e desempenhos na gestão de inovação, focando separadamente cada uma das estratégias de inovação (exploration & exploitation), a disciplina analisa as dificuldades, barreiras, benefícios e abordagens de operacionalização da integração das mesmas na gestão ambidestra de novos produtos e processos. Assim, depois de visitar a discussão sobre as formas de operacionalização da ambidestria sequencial, simultânea ou contextual, serão também analisados e discutidos os principais condicionantes e desempenhos nas atividades de gestão ambidestra da inovação.

Justificativa:
A disciplina trata de assunto de grande importância em Gestão do Desenvolvimento de Novos Produtos e Processos e tem sido alvo de grandes controvérsias, debates e pesquisas nos últimos anos em relação a estratégias e melhores práticas adotadas pelas empresas em Gestão de Inovação. A disciplina busca aprofundar os participantes nas relações de influência dos vários condicionantes e respectivos desempenhos em gestão ambidestra da inovação depois da discussão inicial dos conceitos e fundamentos teóricos sobre as estratégias de prospecção e exploração (exploration & exploitation) de novos produtos e processos.
Outro aspecto é que a disciplina apresenta um perfil ou tem cunho metodológico, pois trabalha com literatura importante sobre o assunto foco e que emprega principalmente os métodos de pesquisa quantitativos, como estatística, meta-analysis, modelagem matemática, simulação entre outros.

Conteúdo:
A disciplina está dividida em 4 blocos de conteúdos, conforme abaixo:

PARTE 1: Conceitos de Prospecção e Exploração de Novos Produtos e Processos
PARTE 2: Condicionantes e Desempenhos em Exploitation
PARTE 3: Antecedentes e Desempenho em Exploration
PARTE 4: Condicionantes e Desempenhos da Gestão Ambidestra de Novos Produtos e Processos

As aulas versarão sobre os seguintes temas:
1) Recursos Internos e Externos à Empresa e Desempenho em Inovação;
2) Inovações Radicais e Incrementais: Antecedentes e Desempenho;
3) Prospecção e Exploração de Novos Produtos e Processos;
4) O dilema do Inovador e Ambidestria na Gestão de Inovação;
5) Busca Local: Inovações que exploram e reforçam Paradigmas Atuais;
6) Exploração de Hierarquias de Designs e Inovação Evolucionária;
7) Condicionantes e Desempenhos na Prospecção de Novos Produtos e Processos;
8) Prospecção Interna e Externa à Fronteira da Organização;
9) Gradação e Prospecção Direcionada ou Diversificada;
10) Abordagens e Operacionalizações da Gestão Ambidestra da Inovação;
11) Equipes Ambidestras: Lideranças e Estruturas Organizacionais;
12) Capacidade Absortiva, Parcerias e Desempenhos em Ambidestria;
13) Condicionantes e Desempenhos da Ambidestria em Novos Produtos e Processos.

CRONOGRAMA DE AULAS (BIBLIOGRAFIA):


PARTE 1: CONCEITOS DE PROSPECÇÃO E EXPLORAÇÃO DE NOVOS PRODUTOS E PROCESSOS

AULA 01: Recursos internos e externos à Empresa e Desempenho em Inovação
Damanpour, F. 1991. Organizational innovation: a meta-analysis of effects of determinants and moderators. Academy of Management Journal, 34: 555-590.
Zahra, S. A., & George, G. 2002. Absorptive capacity: A review, reconceptualization, and extension. Academy of Management Review, 27(2): 185-203.



AULA 02: Inovações Radicais e Incrementais: Antecedentes e Desempenho
Dewar, R. D. & Dutton, J. E. 1986. The adoption of radical and incremental innovations: an empirical analysis. Management Science, 32: 1422-1433.
Ettlie, J. E., Bridges, W. P. & O´Keefe, R. D. 1984. Organization strategy and structural differences for radical versus incremental innovation. Management Science, 30(6), 682-695.



AULA 03: Prospecção e Exploração de Novos Produtos e Processos
March, J. G. 1991. Exploration and exploitation in organizational learning. Organization Science, 2(1): 71-87.
Katila, R. & Ahuja, G. 2002. Something old, something new: A longitudinal study of search behavior and new. Academy of Management Journal, 45.6 (2002): 1183-1194.



AULA 04: O dilema do Inovador e Ambidestria na Gestão de Inovação
Christensen, C. M. 1998. The innovator’s dilemma: when new technologies cause great firms to fail. Cambridge: Harvard Business School Press. (cap. 1: 3-28).
Duncan, R. B. 1976. The ambidextrous organization: designing dual structures for innovation. In Kilmann, R. H., Pondy, L. R. & Slevin, D.. The Management of Organization, New York: North Holland, vol. 1: 167-188.



AULA 05: O dilema do Inovador e Ambidestria na Gestão de Inovação
Benner. M. J.,& Tushman, M. L. 2003. Exploitation, exploration, and process management: the productivity dilemma revisited. Academy of Management Review, 28(2): 238-256.
O’Reilly, C. A. III & Tushman M. L. 2008. Ambidexterity as dynamic capability: resolving the innovator’s dilemma. Research in Organizational Behavior, 28:185–206.


PARTE 2: CONDICIONANTES E DESEMPENHOS EM EXPLOITATION


AULA 06: Busca Local: Inovações que exploram e reforçam Paradigmas Atuais
Patel, P. & Pavitt, K. 1997. The technological competencies of the world’s largest firms: complex and path-dependent, but not much variety. Research Policy, 26(2): 141–156.
Rosenkopf, L. & Almeida, P. 2003. Overcoming local search through alliances and mobility. Management Science, 49(6): 751–766.


AULA 07: Exploração de Hierarquias de Designs e Inovação Evolucionária
Helfat, C. E. & Raubitschek, R. S. 2000. Product sequencing: co-evolution of knowledge, capabilities, and products. Strategic Management Journal, 21(10): 961-980.
Meyer, M. H. & Utterback, J. M. 1993. The product family and the dynamics of core capability. Sloan Management Review, 34(3): 29-47.




PARTE 3: CONDICIONANTES E DESEMPENHOS EM EXPLORATION


AULA 08: Condicionantes e Desempenhos na Prospecção de Novos Produtos e Processos
Sidhu, J. S., Volberda, H. W. & Commandeur, H. R. 2004. Exploring exploration orientation and its determinants: some empirical evidence. Journal of Management Studies, 41(6): 913–932.
Siggelkow, N. & Rivkin, J. 2006. When exploration backfires: unintended consequences of organizational search. Academy of Management Journal, 49(4): 779-796.


AULA 09: Prospecção Interna e Externa à Fronteira da Organização
Danneels, E. 2008. Organizational antecedents of second order competences. Strategic Management Journal, 29(5): 519–543.
Phelps, C. C. 2010. A Longitudinal study of the influence of alliance network structure and composition on firm exploratory innovation. Academy of Management Journal, 53(4), 890-913


AULA 10: Gradação e Prospecção Direcionada ou Diversificada
McGrath R.G. 2001. Exploratory learning, innovative capacity, and managerial oversight. Academy of Management Journal 44(1): 118–131.
Rosenkopf, L. & Nerkar, A. 2001. Beyond local search: Boundary-spanning, exploration, and impact in the optical disk industry. Strategic Management Journal, 22(4): 287-306.

PARTE 4: CONDICIONANTES E DESEMPENHOS DA GESTÃO AMBIDESTRA DE NOVOS PRODUTOS E PROCESSOS

AULA 11: Abordagens e Operacionalizações da Gestão Ambidestra da Inovação
Gupta, A. K., Smith, K. G. & Shalley C. E.. 2006. The interplay between exploration and exploitation. Academy of Management Journal, 49(4): 693–706.
Hill, S. A., & Birkinshaw, J. 2014. Ambidexterity and survival in corporate venture units. Journal of Management, 40(7): 1899–1931.


AULA 12: Equipes Ambidestras: Lideranças e Estruturas Organizacionais
Jansen, J. J. P., Tempelaar, M. P., Van den Bosch, F. A. J. & Volberda H. W. 2009. Structural differentiation and ambidexterity: the mediating role of integration mechanisms. Organization Science, 20 (4): 797–811.
Mom, T. J. M., Van den Bosch, F. A. J. & Volberda, H. W. 2007. Investigating managers’ exploration and exploitation activities: The influence of top-down, bottom-up, and horizontal knowledge inflows. Journal of Management Studies, 44(6): 910-931.


AULA 13: Capacidade Absortiva, Parcerias e Desempenhos em Ambidestria
Lavie, D., & Rosenkopf, L. 2006. Balancing exploration and exploitation in alliance formation. Academy of Management Journal, 49(4): 797-818.
Stettner, U. & Lavie, D. 2014. Ambidexterity under scrutiny: exploration and exploitation via internal organization, alliances, and acquisitions. Strategic Management Journal, 35(13): 1903-1929.


AULA 14: Condicionantes e Desempenhos da Ambidestria em Novos Produtos e Processos
He, Z-L. & Wong, P-K.. 2004. Exploration vs. exploitation: an empirical test of the ambidexterity hypothesis. Organization Science 15(4): 481–494.
Gibson, C. B., & Birkinshaw, J. 2004. The antecedents, consequences and mediating role of organizational ambidexterity. Academy of Management Journal, 47(2): 209-226.
Uotila, J., Maula, M., Keil, T. & Zahra, S. A. 2009. Exploration, exploitation, and financial performance: analysis of S&P 500 corporations. Strategic Management Journal, 30(2), S. 221-231.



AULA 15: Condicionantes e Desempenhos da Ambidestria em Novos Produtos e Processos
Junni, P., Sarala, R. M., Taras, V. & Tarba, S. Y. 2013. Organizational ambidexterity and performance: a meta-analysis. The Academy of Management Perspectives, 27 (4): 299-312.
Raisch, S., Birkinshaw, J., Probst G. & Tushman M. L. 2009. Organizational ambidexterity: balancing exploitation and exploration for sustained performance. Organization Science, 20(4): 685–695.


Avaliation methods:
A avaliação será feita com base em:
i. Apresentação de artigos nas aulas;
ii. Discussão sobre os assuntos e artigos nas aulas;
iii. Participação com insights

Notas:

Bibliografia:
Benner. M. J.,& Tushman, M. L. 2003. Exploitation, exploration, and process management: the productivity dilemma revisited. Academy of Management Review, 28(2): 238-256.
Christensen, C. M. 1998. The innovator’s dilemma: when new technologies cause great firms to fail. Cambridge: Harvard Business School Press. (cap. 1: 3-28).
Damanpour, F. 1991. Organizational innovation: a meta-analysis of effects of determinants and moderators. Academy of Management Journal, 34: 555-590.
Danneels, E. 2008. Organizational antecedents of second order competences. Strategic Management Journal, 29(5): 519–543.
Dewar, R. D. & Dutton, J. E. 1986. The adoption of radical and incremental innovations: an empirical analysis. Management Science, 32: 1422-1433.
Duncan, R. B. 1976. The ambidextrous organization: designing dual structures for innovation. In Kilmann, R. H., Pondy, L. R. & Slevin, D.. The Management of Organization, New York: North Holland, vol. 1: 167-188.
Ettlie, J. E., Bridges, W. P. & O´Keefe, R. D. 1984. Organization strategy and structural differences for radical versus incremental innovation. Management Science, 30(6), 682-695.
Gibson, C. B., & Birkinshaw, J. 2004. The antecedents, consequences and mediating role of organizational ambidexterity. Academy of Management Journal, 47(2): 209-226.
Gupta, A. K., Smith, K. G. & Shalley C. E.. 2006. The interplay between exploration and exploitation. Academy of Management Journal, 49(4): 693–706.
He, Z-L. & Wong, P-K.. 2004. Exploration vs. exploitation: an empirical test of the ambidexterity hypothesis. Organization Science 15(4): 481–494.
Helfat, C. E. & Raubitschek, R. S. 2000. Product sequencing: co-evolution of knowledge, capabilities, and products. Strategic Management Journal, 21(10): 961-980.
Hill, S. A., & Birkinshaw, J. 2014. Ambidexterity and survival in corporate venture units. Journal of Management, 40(7): 1899–1931.
Jansen, J. J. P., Tempelaar, M. P., Van den Bosch, F. A. J. & Volberda H. W. 2009. Structural differentiation and ambidexterity: the mediating role of integration mechanisms. Organization Science, 20 (4): 797–811.
Junni, P., Sarala, R. M., Taras, V. & Tarba, S. Y. 2013. Organizational ambidexterity and performance: a meta-analysis. The Academy of Management Perspectives, 27 (4): 299-312.
Katila, R. & Ahuja, G. 2002. Something old, something new: A longitudinal study of search behavior and new. Academy of Management Journal, 45.6 (2002): 1183-1194.
Lavie, D., & Rosenkopf, L. 2006. Balancing exploration and exploitation in alliance formation. Academy of Management Journal, 49(4): 797-818.
March, J. G. 1991. Exploration and exploitation in organizational learning. Organization Science, 2(1): 71-87.
McGrath R.G. 2001. Exploratory learning, innovative capacity, and managerial oversight. Academy of Management Journal 44(1): 118–131.
Meyer, M. H. & Utterback, J. M. 1993. The product family and the dynamics of core capability. Sloan Management Review, 34(3): 29-47.
Mom, T. J. M., Van den Bosch, F. A. J. & Volberda, H. W. 2007. Investigating managers’ exploration and exploitation activities: The influence of top-down, bottom-up, and horizontal knowledge inflows. Journal of Management Studies, 44(6): 910-931.
O’Reilly, C. A. III & Tushman M. L. 2008. Ambidexterity as dynamic capability: resolving the innovator’s dilemma. Research in Organizational Behavior, 28:185–206.
Patel, P. & Pavitt, K. 1997. The technological competencies of the world’s largest firms: complex and path-dependent, but not much variety. Research Policy, 26(2): 141–156.
Phelps, C. C. 2010. A Longitudinal study of the influence of alliance network structure and composition on firm exploratory innovation. Academy of Management Journal, 53(4), 890-913
Raisch, S., Birkinshaw, J., Probst G. & Tushman M. L. 2009. Organizational ambidexterity: balancing exploitation and exploration for sustained performance. Organization Science, 20(4): 685–695.
Rosenkopf, L. & Almeida, P. 2003. Overcoming local search through alliances and mobility. Management Science, 49(6): 751–766.
Rosenkopf, L. & Nerkar, A. 2001. Beyond local search: Boundary-spanning, exploration, and impact in the optical disk industry. Strategic Management Journal, 22(4): 287-306.
Sidhu, J. S., Volberda, H. W. & Commandeur, H. R. 2004. Exploring exploration orientation and its determinants: some empirical evidence. Journal of Management Studies, 41(6): 913–932.
Siggelkow, N. & Rivkin, J. 2006. When exploration backfires: unintended consequences of organizational search. Academy of Management Journal, 49(4): 779-796.
Stettner, U. & Lavie, D. 2014. Ambidexterity under scrutiny: exploration and exploitation via internal organization, alliances, and acquisitions. Strategic Management Journal, 35(13): 1903-1929.
Uotila, J., Maula, M., Keil, T. & Zahra, S. A. 2009. Exploration, exploitation, and financial performance: analysis of S&P 500 corporations. Strategic Management Journal, 30(2), S. 221-231.
Zahra, S. A., & George, G. 2002. Absorptive capacity: A review, reconceptualization, and extension. Academy of Management Review, 27(2): 185-203.