Disciplinas

Estratégia Tecnológica, Inovação e Internacionalização


Disciplina: EAD5865-8

Área de Concentração: 12139

Número de Créditos: 8

Carga do curso:

Teórico
(Por semana)
Prática
(Por semana)
Estudos
(Por semana)
DuraçãoTotal
42215120
Objetivos:
OBJETIVOS DA DISCIPLINA
1 – Mostrar a importância de um plano apropriado para a inovação tecnológica para a competitividade das empresas e para aumentar a qualidade dos resultados com custos adequados para órgão governamentais e entidades do terceiro setor;
2 – Mostrar os conceitos e modelos conceituais sobre planejamento e gestão estratégica da tecnologia, sua evolução e tendências e como aplica-los;
3 – Oferecer aos alunos, oportunidade para aplicação da teoria a casos reais;
4 – Desenvolver nos alunos conhecimentos e habilidades para avaliar um processo de planejamento da inovação tecnológica e propor aprimoramentos;
5 – Mostrar como aumentar a integração entre estratégia empresarial e estratégia tecnológica;
6 – Mostrar como as alianças estratégicas para inovação tecnológica podem contribuir para a competitividade,
7 – Discutir modelos para identificar barreiras à inovação na empresa e reduzir seu impacto;
8 – Discutir abordagens teóricas e práticas para avaliar a competência tecnológica da empresa em relação aos concorrentes;
9 – Discutir modelos conceituais para a criação de uma competência em inteligência tecnológica na empresa e mostrar exemplos de aplicação;
10- Discutir abordagens teóricas e práticas para avaliar e aprimorar o processo de gerenciar inovação competitiva e mostrar exemplos práticos;
11 – Mostrar como as questões acima devem ser tratadas quando a empresa internacionaliza.

Justificativa:
O sucesso da empresa está cada vez mais, condicionado ao uso eficaz da tecnologia para alavancar novos mercados, através da inovação em produtos e processos. Entretanto, a inovação tecnológica competitiva depende de uma integração apropriada entre as áreas de pesquisa e desenvolvimento, marketing, finanças, gestão de pessoas operações e suprimentos. Uma inovação somente traz benefícios se ela atende a necessidades do mercado (explícitas ou não) de forma mais adequada do que as alternativas. Só assim, haverá uma integração apropriada entre a estratégia corporativa e a tecnológica. Modelos gerenciais foram desenvolvidos nos últimos trinta anos para essa finalidade.

A complexidade aumenta com a internacionalização. Problemas como: a) transferência de vantagens competitivas advindas da inovação tecnológica para outros países e continentes e b) decisões sobre inovações tecnológicas, mantendo balanceamento adequado entre competitividade local e global são exemplos de questões críticas a serem respondidas.

O administrador que visualiza tecnologia como uma questão para engenheiros, perde a oportunidade de contribuir com processos gerenciais para promover esta integração. Os engenheiros, químicos e biólogos que consideram inovação tecnológica somente como um problema técnico-científico terão dificuldade de desenvolver todo o seu potencial para contribuir para os resultados da empresa. O Departamento de Administração da FEA foi a primeira instituição na América Latina a criar um Núcleo, integrado com várias áreas da USP (Economia, Produção, História, Medicina etc.) para estudar este tema.

Conteúdo:
1ª Conceito e importância da inovação para a competitividade. Criatividade, invenção, descoberta e inovação. Relação Universidade – Empresa. O caso Embrapa. Spectrum da Tecnologia. 1 - 17


2ª Componentes da gestão da inovação tecnológica. Integração entre carteira de projetos de inovação e a estratégia. Modelos para aumentar esta integração. O caso VALLÉE ilustra a aplicação dos modelos 2 - 4


3ª Identificação das tecnologias estratégicas para o sucesso do negócio.
Licenciamento x desenvolvimento. Casos Vallée e Cosipa. 5


4ª Avaliação da capacidade tecnológica da empresa em relação aos concorrentes.. Modelos teóricos serão discutidos e os casos Cosipa e Wahler ilustram a aplicação. 9

5ª Inteligência Tecnológica é aplicar métodos (Delphi, Análise Morfológica, Technology Roadmaps, etc.) adequados para identificar oportunidades e ameaças tecnológicas. A análise comparativa entre esses modelos será realizada. O caso Wahler mostra a aplicação 6 - 7

6ª Tecnologias disruptivas, Curvas S, Roadmaps tecnológicos, curvas de descontinuidade tecnológica. Os casos Magneti Marelli e CEMIG ilustrarão este tema 8 - 9

7ª Inovação aberta, modelos conceituais para decisão sobre uso eficaz da inovação aberta. Vantagens e riscos. Fatores de influência no grau de uso da inovação aberta. A experiência da Natura 11 13 16

8ª P&D em consórcio até a fase pré – competitiva. O modelo TRL Technology Readiness Level. Seleção do consórcio e a estratégia empresarial. O caso TRW - Embraer 20 - 21

9ª Descentralização global da inovação – Vantagens e Riscos – Modelos de decisão e exemplos de aplicação. Como a 3M aplicou esses conceitos. 26

10ª Modelos para definir o nível mais adequado de delegação para as subsidiárias de uma multinacional realizarem projetos de P&D mais complexos. O novo papel das subsidiárias em relação a inovação. 28

11ª Abordagens conceituais sobre adoção de Inovações Tecnológicas. Fatores de influência. Marketing de inovações. 10 - 19

12ª Integração entre P&D e Manufatura. Modelos de Gestão e Modelos de Negócio. Fatores de sucesso para a inovação. O caso XEROX 18 -19

13ª Alianças estratégicas entre empresas para inovação de produtos e processos. Conceitos e tipologia de alianças. Vantagens e riscos das alianças tecnológicas. Um modelo para monitoramento do desempenho das alianças. Gerenciando conflitos em alianças estratégicas o caso TEXTIL. 25

14ª Inovação em rede, o caso PMBQ – Programa Brasileiro em Metrologia Química. Processo para o delineamento de um plano estratégico para a inovação tecnológica 27
3

15ª Prova
Obs. Ajustes nas datas podem acontecer em decorrência da agenda de palestrantes a serem convidados em algumas aulas.

Avaliation methods:
a) Elaboração de um trabalho de campo, que deverá corresponder a um artigo que atenda os requisitos de congressos nacionais/internacionais, tipo EVENTOS ANPAD

Notas:
O programa será desenvolvido em forma de exposição pelos docentes, palestras de especialistas convidados, exercícios e trabalhos práticos que facilitem a aprendizagem, dentro de um processo ativo e centrado no aluno.

a) A preparação da aula por parte do professor, conteúdo e a dinâmica, é requisito inicial e essencial para um bom aproveitamento;
b) A participação contínua e a dedicação do aluno, tanto intra como extra classe, é componente fundamental dos métodos de ensino utilizados.
c) Além disso, um trabalho prático, com base em dados de campo, será solicitado dos alunos,

Espera-se, finalmente, como parte do processo, que os alunos efetuem pesquisas bibliográficas adicionais e discussões com executivos para complementarem a aprendizagem, assim como solicitem a colaboração do professor fora das aulas sobre temas do programa que não estejam claros ou sobre os quais tenham particular interesse.

Bibliografia:
1 - BROCKHOFF, Klaus and CHAKRABARTI R&D/Marketing Linkage and Innovation Strategy: Some West German Experience IEEE Transactions on Engineering Management, vol.35, no.3, August 1988. pp. 167-174.

2 - CUTLER, W. Gale Acquiring Technology From Outside Research Technology Management, May-June 1991. pp. 10-17.

3 - KOERNER, Elaine Technology Planning at General Motors Long Ranger Planning, April 1989, vol.22. no.2, pp 9-19.

4 - LORD, M.; DEBETHIZY, D.; WAGER, J. Innovation that Fits: moving beyond the fads to choose the right innovation for your business, Pearson Prentice Hall, New Jersey, 2005

5 - MCDONALD, David W. and LEAHEY, Harry S. Licensing Has a Role in Technology Strategic Planning Research Management, January-February 1985, pp. 35-40

.6 - GREEN, K.C.; ARMSTRONG, J.S. and GRAEFE, A. (2007). Methods to Elicit Forecasts from Groups: Delphi and Prediction Markets Compared. The International Journal of Applied Forecasting. 1-5.

7 - MITCHELL, V.W (1992). Using Delphi to Forecast in New Technology Industries. Marketing Intelligence and Planning. 10(2), 4-9.

8 - PHAAL, R. & PROBERT, D. (2007). Technology roadmapping: facilitating collaborative research strategy. University of Cambridge. 1-6.
9 - HUSIG, S.; HIPP, C.; DOWLING, M.; Analyzing disruptive potential: the case of wireless local area network and mobile communications network companies; R&D Management, 35, 1, 2005.

10 - KANTER, R; KAO, J. WIERSEMA, F. Innovation: breakthrough thinking at 3M, DUPONT, GE, PFIZER and RUBBERMAID, Harper Business, NY, 1997.

11 - LLI, S., ALBERS, A., and MILLER, S. (2010) Open Innovation in the Automotive Industry. R&D Management 40, 3, 246-255.

12 - LOPEZ-VEGA, H., F. TELL, and W. VANHAVERBEKE. 2016. Where and how to search? Search paths in open innovation. Research Policy 45 (1): 125-136

13 - ASAKAWA, K., NAKAMURA, H. and SAWADA, N. (2010) Firm’ Open Innovation policies, laboratories’ external collaborations, and laboratories’ R&D performance. R&D Management, 40, 2, 109-123.

14 - AFUAH, A., and C.L. TUCCI. 2012. Crowdsourcing as a solution to distant search. Academy of Management Review 37 (3): 355-375.
15 - BEKKERS, R. & FREITAS, I. (2008). Analysing knowledge transfer channels between universities and industry: to what degree do sectors also matter? Research Policy. (37), 1837-1853.

16 - BLOEDON, R.& STOKES, D. (1994). Making University/Industry Collaborative Research Succeed. Research Technology Management. 37(2), 44-50.

17 - DI MININ, A., F. Frattini, and A. PICCALUGA. 2010. Fiat: Open innovation in a downturn (1993-2003). California Management Review 52 (3): 132-+.

18 - VASCONCELLOS, Eduardo. Improving The R&D - Production Interface In Industrial Companies. IEEE Transactions In Engineering Management, N.Y. E.U.A, v. 41, n. 03, p. 315-321, 1994.

19 - FRAMBACH, R.; SCHILLEWAERT, N. Organization Innovation Adoption: a multi-level framework of determinants and opportunities for future research, ISBM Report 29-1999, Institute for the Study of Business Markets, Pennsylvania State University

20 - SOUDER, William E. and NASSAR, Suheil Choosing an R&D Consortium Research Technology Management, March-April 1990, pp. 35-41.

21 - BERMAN, E. (1990). R&D Consortia: Impact on Competitiveness. Technology Transfer, Summer, 5-12.

22 - RING, P., DOZ, Y. & OLK, P. (2005). Managing Formation Processes in R&D Consortia. California Management Review, 47(4), 137-154.

23 - SAKAKIBARA, M. (2002). Formation of R&D Consortia: Industry and Company effects. Strategic Management Journal, 23, 1033-1050.

24 - ANNELOES ROELOFSEN∗, WOUTER P.C. Boon, Roy R. KLOET, Jacqueline E.W. BROERSE, Stakeholder interaction within research consortia on emerging technologies: Learning how and what? Research Policy, 40 (2011) 341–354, www.elsevier.com/locate/respol

25 - BRUNO, Marcos e VASCONCELLOS, Eduardo. Applying Management Framework to Three High – Sharing Alliances, Revista di Economia Dimpresa dell Universita Bocconi, ano XXI, No.2, giugno 2003.

25 – PAROLIN, S.R.; VASCONCELLOS, E.; VOLPATO,; and LAURINDO, a.m. Barriers and Facilitators of Collaborative Management & Innovation. 2013, Vol. 8, pp.151-164.

26 - ZEDWITZ, M. V.; GASSMANN, O. Market versus technology drive in R&D internationalization: four different patterns of managing research and development. Research Policy, v. 31, n. 4, p. 569- 588, 2001.

27 - ANDERSSON, U., & FORSGREN, M. (2000). In search of centre of excellence: network
embeddedness and subsidiary roles in multinational companies. Management International
Review, v. 40, n. 4, p. 329-350.

28 - CHIESA, V. (1995). Globalizing R&D around centres of excellence. Long Range Planning, 28(6),19-28.

29 - MALNIGHT, T. The transition from decentralized to network-based MNC structures: An evolutionary perspective. Journal of International Business Studies; First Quarter 1996; 27, 1; ABI/INFORM Complete, pg. 43.

Observações

a) Outros artigos (resultados de exercícios e de estudos de caso realizados em grupo) serão distribuídos após a realização dos mesmos.

b) A lista é maior do que efetivamente será usado na disciplina com a finalidade de subsidiar alunos que estão fazendo pesquisa na área. A bibliografia adicional, abaixo, tem o mesmo objetivo.


8. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

VASCONCELLOS, E. P. G.; WAHLER, D.; MONTEROSSI, J.; BRUNO, M. A. C. Technological threats and opportunities identification and technological roadmap as tools to improve the portfolio of technological projects. International Journal of Automotive Technology and Management, v. 14, 2014.

PORTER, A et al. (1991). Management, technology and the future. In: Forecasting and Management of Technology. 1st Edition. New Jersey: John Wiley and Sons.

ROBERTS, Edward (Ed.). Innovation: driving product, process and market change, Jossey Bass, California, 2002

CHESBROUGH, Henry. Open Innovation: the new imperative for creating and profiting from technology, Harvard Business School Press, Boston Mass. 2003

KAHANER, Larry. Competitive Intelligence, Touchstone, NY, 1996

LACERDA, A.; REIS, D.; PERINI, F.; CARVALHO, H. CAVALCANTE, M. BRUEL, S. Tecnologia: estratégia para a competitividade – o caso Siemens, Siemens Ltda. Livraria Nobel S.A. 2001

VOLVOVICH, Jorge; VASCONCELLOS, Eduardo, e VASCONCELLOS, Liliana,; “Estructura conceptual y aplicación a dos casos de êxito: Accenture y e-Fotos. Revista de Empresa, Madrid, España, v.1, n. 1, p. 10-24, 2006.

STAMM, Bettina. Managing Innovation, Design and Creativity, John Wiley and Sons, England 200

SCHNAARS, Stephen. Administrando as Estratégias de Imitação: como os retardatários tomam o mercado dos precursores, Editora Pioneira, 1997