Disciplinas

Criação de Empresas de Base Tecnológica Intensivas no Uso de Conhecimento


Disciplina: EAD5864-8

Área de Concentração: 12139

Número de Créditos: 8

Carga do curso:

Teórico
(Por semana)
Prática
(Por semana)
Estudos
(Por semana)
DuraçãoTotal
42215120
Objetivos:
(i) Propiciar ao(à)s estudantes oportunidades estimulantes de aprendizagem, adequadamente curadas, acerca do processo de criação de empresas intensivas em conhecimento incluindo, mas sem a elas se limitar, as motivadas por potenciais inovações tecnológicas derivadas de pesquisa e desenvolvimento. (ii) Estudar o fenômeno do empreendedorismo, com destaque para as figuras do(a) empreendedor(a) e do(a) intraempreendedor(a) tecnológico. (iii) Identificar e discutir os mecanismos de apoio e de estímulo indutores do processo de criação de empresas de base tecnológica no País e no exterior, incluindo políticas públicas, ecossistemas de empreendedorismo inovador e áreas de inovação (incubadoras e aceleradoras de empresas, parques tecnológicos, dentre outras), bem como as barreiras existentes e os esforços destinados à sua superação.

Justificativa:
Vem sendo dada crescente atenção ao desenvolvimento econômico e decorrente mudança social gerado a partir do empreendedorismo inovador. Em paralelo aos esforços dos formuladores de políticas públicas, avançaram as pesquisas referentes à sua promoção. A disciplina, que já vem sendo oferecida com êxito, acompanha a atualidade do tema, quer em termos de bibliografia como de práticas no País e no exterior.

Conteúdo:
1. A relevância econômica e social do empreendedorismo inovador. Sistema de promoção, fomento e apoio ao empreendedorismo inovador.
2. O perfil do(a) empreendedor(a) nos segmentos intensivos em conhecimento.
3. Fundamentos do processo de criação de empresas de base tecnológica (intensivas no uso de conhecimento). Instrumentos de apoio ao planejamento: clássicos (plano de negócios) e contemporâneos (Business Model Canvas).
4. Criação de spin-offs a partir de tecnologias geradas em universidades e institutos de pesquisa. Questões críticas de propriedade intelectual.
5. Criação de spin-offs a partir de tecnologias geradas em empresas
6. Empreendedorismo corporativo e Corporate garages. Intraempreendedorismo tecnológico.
7. O recente marco legal para inovação e o empreendedorismo inovador no Brasil.
8. Áreas de inovação no País e no exterior. Casos emblemáticos.
9. O risco inicial e a construção de relações sociais pelas empresas nascentes intensivas em conhecimento.
10. A função do capital de risco nos estágios de negócios de uma empresa de base tecnológica. Assimetria de informações e conflito de agência.
11. A função dos diferentes tipos de recursos e a influência do ambiente externo no desenvolvimento de empresas nascentes intensivas em conhecimento.

Avaliation methods:
Os tópicos da avaliação e respectivos pesos para apuração da média ponderada, para efeito de avaliação, serão os seguintes.
1. Presença física e participação

Notas:

Bibliografia:
ACS, Z. J.; AUTIO, E.; SZERB, L. Global Entrepreneurship Index. Gedi, 2016.
ACS, Z. J.; DESAI, S.; HESSELS, J.. Entrepreneurship, economic development and institutions. Small Business Econonomic. 2008.
ANGELO, E. B. Empreendedor corporativo. Rio de Janeiro: Editora Negócio, 2003.
ANDERSSON, M., & KLEPPER, S. Characteristics and performance of new firms and spinoffs in Sweden. Industrial and Corporate Change, 22(1), 245-280. 2013.
ANPROTEC. Estudo de Impacto Econômico: segmento de incubadoras de empresas no Brasil. Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores. Brasília. ANPROTEC, SEBRAE. 2016.
ANPROTEC. Conceito de Incubadoras e Parques Tecnológicos. Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores. Disponível em: . 2016. Acesso em 25 set. 2016.
ARRUDA, C., NOGUEIRA, V., COZZI, A., & COSTA, V. Causas da mortalidade de startups brasileiras: o que fazer para aumentar as chances de sobrevivência no mercado. Núcleo de Inovação e Empreendedorismo: Fundação Dom Cabral. 2014.
ASPELUND, A.; BERG-UTBY, T.; SKJEVDAL, R. Initial resourcesʼ influence on new venture survival: A longitudinal study of new technology-based firms. Technovation, v. 11, n. 25, p. 1337-1347, 2005.
BURGERS, J. H.; JANSEN, J. J. P.; BOSCH, F. A. J. V. D.; VOLBERDA, H. W. Structural differentiation and corporate venturing: The moderating role of formal and informal integration mechanisms. Journal of Business Venturing, v. 24, n. 3, p. 206–220, 2009.
CHANDRA, A.; FEALEY, T. Business incubation in the United States, China and Brazil: A comparison of role of government, incubator funding and financial services. International Journal of Entrepreneurship, V. 13, Edição especial, p. 67-86, 2009.
CUMMING, D.; JOHAN, S. Venture capital investment duration. Journal of Small Business Management, v. 48, n. 2, p. 228–257, 2010.
DAHLSTRAND, A. L. Technology-based entrepreneurship and regional development: The case of Sweden. European Business Review. Bradford, v. 19, n. 5, p. 373-386, 2007.
CUMMING, D.; JOHAN, S. Venture capital investment duration. Journal of Small Business Management, v. 48, n. 2, p. 228–257, 2010.
DETTWILER, P.; LINDELÖF, P.; LÖFSTEN, H. Utility of location: A comparative survey between small new technology-based firms located on and off Science Parks - Implications for facilities management. Technovation, v. 26, n. 4, p. 506–517, 2006.
ENDEAVOR. O Empreendedorismo Nas Universidades Brasileiras. Endeavor Brasil, 2012.
ETZKOWITZ, H. StartX and the ‘Paradox of Success’: Filling the gap in Stanford’s entrepreneurial culture. Social Science Information, 52, p 605-627. 2013.
______. MIT and the Rise of Entrepreneurial Science. Studies in Global Competition Series. Routledge. 2003.
FELD, B.. Startup Communities: building na entrepreneurial ecosystem in your city. Ed. Wiley. 2012
FOSTER, G. et al. 2013. Entrepreneurial Ecosystems Around the Globe and Company Growth Dynamics Report. World Economic Forum. Set, 2013.
GARTNER, W. A conceptual framework for describing the phenomenon of new venture creation. Academy of Management Review, v. 10, n. 4, p. 696-706, 1985.
GRAHAM, R. Creating university-based entrepreneurial ecosystems: evidence from emerging world leaders. MIT Skoltech Initiative. Jun, 2014.
HISRICH, R. D.; PETERS, MP. Empreendedorismo. 5 ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.
HONIG, B.; KARLSSON, T. Institutional forces and the written business plan. Journal of Management, v. 30, n. 1, p. 29–48, 2004.
HOSSAIN, M. Grassroots Innovation: A Systematic Review of Two Decades of Research. Journal of Cleaner Production. July, 2016.
ISENBERG, D. How to Start an Entrepreneurial Revolution. Harvard Business Review, 2010.
______. The Entrepreneurship Ecosystem Strategy as a New Paradigm for Economic Policy: Principles for Cultivating Entrepreneurship. The Babson Entrepreneurship Ecosystem Project, 2011
HSU, D. H. Experienced entrepreneurial founders, organizational capital, and venture capital funding. Research Policy, v. 36, n. 5, p. 722–741, 2007.
LEMOS, Paulo Antonio Borges. Universidades e ecossistemas de empreendedorismo: a gestão orientada por ecossistemas e o empreendedorismo da Unicamp. Editora Unicamp. 2012.
LUSSIER, R. N.; HALABI, C. E. A Three-Country Comparison of the Business Success versus Failure Prediction Model. Journal of Small Business Management, v. 48, n. 3, p. 360–377, 2010.
MARTINS, Paula Salomão. Spin-offs da ciência: terras raras do empreendedorismo acadêmico brasileiro? Dissertação (Mestrado) - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. São Paulo. 2014.
MCKEON, Thomas K. A College’s Role in Developing and Supporting an Entrepreneurship Ecosystem. Journal of Higher Education Outreach and Engagement, v. 17, n.3, p.85, 2013.
MORSE, E. A.; FOWLER, S. W.; LAWRENCE, T. B. The impact of virtual embeddedness on new venture survival: Overcoming the liabilities of newness. Entrepreneurship Theory and Practice, v. 31, n. 2, p. 139-159, 2007.
MOTOHASHI, K. University–industry collaborations in Japan: The role of new technology-based firms in transforming the National Innovation System. Research Policy, v. 34, n. 5, p. 583-594, 2005.
PAVANI, C. O Capital de Risco no Brasil. Rio de Janeiro: E-Papers, 2003.
PÉREZ, M.; SÁNCHEZ, M. The development of university spin-offs: Early dynamics of technology transfer and networking. Technovation, v. 23, n. 10, p. 823–831, 2003.
PHAN, P. H.; WRIGHT, M.; UCBASARAN, D.; TAN W. L. Corporate entrepreneurship: Current research and future directions. Journal of Business Venturing, v. 24, n. 3, p. 197–205, 2009.
PIRNAY, F.; SURLEMONT, B.; NLEMVO, F. Toward a typology of university spin-offs. Small Business Economics, v. 21, n. 4, p. 355–369, 2003.
PITTAWAY, L. et al. The role of entrepreneurship clubs and societies in entrepreneurial learning. International Small Business Journal. vol. 29 no. 1 37-57. Fev. 2011.
PLONSKI, G. A; CARRER, C. C.,. A Inovação Tecnológica e a Educação para o Empreendedorismo. In USP 2034: Planejando o Futuro – Organizadores: Suely Vilela, Franco Maria Lajolo. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, p 107, 135. 2009.
ROTHAERMEL, F. T.; THURSBY, M. Incubator firm failure or graduation? The role of university linkages. Research Policy, v. 34, n. 7, p. 1076–1090, 2005.
SANTOS, S. A.; CUNHA, N. C. V. (orgs.) Criação de empresas de base tecnológica: Conceitos, instrumentos e recursos. Unicorpore: Maringá, 2004.
SANTOS, S. A. (org.). Empreendedorismo de base tecnológica: Evolução e trajetória. Unicorpore: Maringá, 2005.
SEIFFERT, P. Q. Empreendendo novos negócios em corporações. São Paulo: Editora Atlas, 2004.
SENOR, D.; SINGER, S. Nação Empreendedora – O milagre econômico de Israel e o que ele nos ensina. Editora Évora, 2011.
STEFFENSEN, M.; ROGERS, E. M.; SPEAKMAN, K. Spin-offs from research centers at a research university. Journal of Business Venturing, v. 15, n. 1, p. 93–111, 2000.
STEWART, W. H.; ROTH, P. L. A Meta-analysis of achievement motivation: Differences between entrepreneurs and managers. Journal of Small Business Management, v. 45, n. 4, p. 401–421, 2007.
THOMPSON, E. R. Individual entrepreneurial intent: Construct clarification and development of an internationally reliable metric. Entrepreneurship Theory and Practice, v. 33, n. 3; p. 669, 2009.
TOWNSEND, D. M.; BUSENITZ, L. W.; ARTHURS, J. D. To start or not to start: Outcome and ability expectations in the decision to start a new venture. Journal of Business Venturing, v. 25, p. 192–202, 2010.