Doutorado - Sistemas de agendamento em serviços de saúde ambulatoriais: uso da heterogeneidade para ganho de desempenho

Tipo de evento: 
Defesa
Data e hora: 
29/04/2020 - 14:00 até 17:00

 

Marcelo Oleskovicz

Doutorado - Sistemas de agendamento em serviços de saúde ambulatoriais: uso da heterogeneidade para ganho de desempenho

Orientador: Prof. Dr. Marcelo Caldeira Pedroso

Comissão:  Profs. Drs. Jorge Luiz Biazzi, Marco Aurélio de Mesquita e Júlio Cesar Bastos de Figueiredo

Resumo*

Sistemas de agendamento são a conexão entre eficiência e qualidade em serviços de saúde ambulatorial. Manter custos competitivos torna-se desafiador, na medida em que recursos se tornam cada vez mais escassos. Ao mesmo tempo, o contexto de demanda crescente, impulsionada por aspectos demográficos e avanços tecnológicos, impõe complexidade para a qualidade no atendimento. Vários sistemas de agendamento da literatura buscam este equilíbrio e a heterogeneidade dos pacientes tem sido aplicada em seus modelos com o objetivo de ganho de desempenho. Para se obter este ganho, entretanto, são impostas restrições de horários para pacientes, reduzindo assim a sua flexilidade de escolha, um importante componente da qualidade no atendimento. Composto de três artigos inter-relacionados, este estudo aplicou a heterogeneidade em sistemas de agendamento ambulatorial com o objetivo de ganhar desempenho sem perda de flexibilidade na escolha de horários. Com base em lacunas identificadas no primeiro artigo, o qual consistiu de uma revisão sistemática da literatura acerca do tema, foram desenvolvidos dois sistemas de agendamento, para os quais foram conduzidas simulações de eventos discretos e medidos seus desempenhos. Para o sistema do segundo artigo, modelado como sequencial, foi desenvolvida uma heurística para recálculo de horários remanescentes a cada solicitação de agendamento, partindo de uma agenda inicial construída com modelos extraídos da literatura. Estes recálculos basearam-se na probabilidade de no-show dos pacientes, sendo este o fator de heterogeneidade adotado. Observou-se um ganho de desempenho em termos de custo total (TC) variando entre 0,46% e 5,94%, entre as médias dos 18 ambientes simulados, sendo que os menores custos foram obtidos nos cenários com menores relações entre custos do paciente e custos do servidor (CR), bem como menores coeficientes de variação dos tempos de serviço (Cv). Constatou-se, ainda, que a heurística proposta é mais eficiente quando pacientes com maior taxa de no-show predominam na sessão. No modelo do terceiro artigo, também desenhado como sequencial, a heterogeneidade foi caracterizada por diferentes probabilidades de no-show associadas a períodos da sessão de atendimento. Aplicando-se regras de agendamento desenvolvidas para heterogeneidade de pacientes identificadas na literatura, observou-se melhora de desempenho em 57 dos 72 cenários, com ganho médio de TC variando de 0% a 9,54%. Observou-se que este ganho cresce com o aumento da diferença entre as probabilidades de no-show dos períodos da sessão. Entre as limitações, este estudo se restringiu a apenas uma parcela da ampla gama de combinações possíveis de fatores ambientais. Também pode ser destacado o uso de apenas uma variável, a probabilidade de no-show, como fator de heterogeneidade. Quanto a estudos futuros, este trabalho aponta direções para aprimoramento das heurísticas abordadas. Recomenda-se, também, estudos com uso da heterogeneidade associada a períodos da sessão para construção da agenda inicial do sistema com a heurística para recálculos, combinando-se, assim, os sistemas propostos em um modelo único.

*Resumo fornecido pelo autor

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